A cidade de Pirenópolis tem sua história originada nos tempos do Brasil Colônia, mais exatamente, durante o ciclo do ouro. Em 1727, sob a chefia do bandeirante Anhangüera, garimpeiros a procura de ouro, fundaram, junto ao Rio das Almas, as Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte, primeiro nome de Pirenópolis. Dizem que o nome meia ponte, foi em razão de uma chuva muito grande que teria danificado a primeira ponte que liga o centro da cidade ao Bairro do Carmo hoje. Assim, a primeira atividade econômica de Pirenópolis teria sido a mineração de ouro, utilizando como força de trabalho a mão de obra escrava e indígena, abundante na região nestes tempos.
Declinando o ciclo da mineração de ouro no Brasil e a conseqüente exaustão das minas por aqui, Pirenópolis dedica-se à agricultura, pecuária e o comércio, será importante produtora de algodão e também importante centro de distribuição comercial, uma vez que todas as rotas comerciais passavam por aqui. Mas, Anápolis, em posição mais privilegiada geograficamente, está na Rodovia Brasília/Goiânia, logo substituirá Pirenópolis na qualidade de centro comercial e de distribuição, assim Pirenópolis mergulha num isolamento que só será rompido a partir dos anos 60. Na construção de Goiânia e também de Brasília, Pirenópolis com vocação para a mineração, passa a se destacar como grande exploradora da Pedra de Pirenópolis.
Nos anos de 70 e 80, por seus atrativos naturais e culturais, passa a ser destino de grupos hippies, os quais viram na região, a terra prometida para uma sociedade alternativa, este fato, aliás, foi bem narrado em novela da Rede Globo, Estrela Guia, levada ao ar no ano de 2001.
Conhecida agora por suas belezas naturais, rios, lagos e cachoeiras, a cidade de Pirenópolis será tombada pelo IPHAN, no final dos anos 80, passando então, a constituir importante destino no universo de cidades históricas do Brasil. Pirenópolis conta hoje com 150 pousadas, aproximadamente, contando com opções para todos os gostos.

